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Japoneses foram pioneiros na viticultura, na fotografia e no comércio

Há 110 anos, em 19 de junho de 1908, o navio Kasato Maru ancorava no porto de Santos. 781 japoneses desembarcavam no Brasil. Na época, o mundo passava por transformações. O Japão, depois de 200 anos de isolamento, tentava driblar a crise econômica abrindo as portas para o comércio exterior


calendar_today Data 2 de agosto de 2017
sort Fonte Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Marialva
home Crédito da imagem Arquivo - Wakita olhando o parreiral


Há 110 anos, em 19 de junho de 1908, o navio Kasato Maru ancorava no porto de Santos. 781 japoneses desembarcavam no Brasil. Na época, o mundo passava por transformações. O Japão, depois de 200 anos de isolamento, tentava driblar a crise econômica abrindo as portas para o comércio exterior. O Brasil havia recentemente proclamado a República e abolido a escravidão e precisava de mão de obra. Atraídos pelo sonho de vida melhor, os imigrantes tiveram de aprender a conviver com uma cultura totalmente diferente.
 
Marialva, a 713 km de distância do porto paulista, foi um dos destinos escolhidos pelos japoneses. Por aqui, eles foram pioneiros no cultivo do café e ajudaram a construir o município. Sakurai, Miyamoto, Uchimura, Tomita e Yokota foram as primeiras famílias a se instalarem por aqui em 1937. 
 
Com a “geada negra” em 1975, muitos produtores tiveram que migrar para outras regiões. Poucos preferiram permanecer e redesenhar a economia regional, diversificando o plantio. A saída encontrada por Toshikatsu Wakita e Keiji Yamanaka foi a viticultura. A opção se mostrou viável e, atraídos pelos bons resultados, outros produtores locais se dedicaram ao cultivo da uva Itália e demais variedades – dando à Marialva o título de “Capital da Uva Fina”. 
 
Além da viticultura, os japoneses também foram pioneiros em outras áreas no Município. Shigueyoshi Sawaki foi o primeiro fotógrafo profissional de Marialva, Assao Inumaru, o primeiro alfaiate e a “Casa Alegre”, pertencente à família Sassano, foi a primeira casa de secos e molhados da cidade.